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Mais de 30 tribos nativos americanos viviam na região que compreende atualmente a Colúmbia Britânica milhares de anos antes da chegada dos primeiros europeus à região. As tribos mais populosas eram os Athabaskans (que viviam no norte) e os Salish (que viviam no sudeste). As tribos Haida, Kwakiutl, Nootka e Tsimishin eram, porém, mais avançadas. Tais tribos construíram enormes esculturas de madeira (totem poles), esculturadas e pintadas diretamente em uma árvore de grande porte. Estas tribos viviam primariamente na costa do pacífico, vivendo primariamente da pesca.
A região não foi explorada por exploradores europeus até as décadas finais do século XVIII. O primeiro europeu a avistar as terras da atual Colúmbia Britânica foi o espanhol Juan Pérez, em 1774. Peréz estava ao comando de uma força naval espanhola. Porém, eles não desembarcaram em terra. O primeiro europeu a pisar na Colúmbia Britânica foi o inglês James Cook, em 1778, que estabeleceu as primeiras relações amistosas entre os britânicos e os nativos americanos na região. Em alguns anos, fortes relações comerciais entre os britânicos e os nativos locais havia desenvolvido-se, onde os britânicos obtinham primariamente peles de animais dos nativos americanos, que era vendida na Europa a altos preços.
Porém, os espanhóis reindivicavam a região, não somente por causa da viagem de Peréz como também por causa do Tratado das Tordesilhas, que delimitava que todas as terras a oeste do paralelo longitudional 46° 37' O eram de propriedade da Espanha. Os espanhóis ficaram alarmados com o crescente comércio britânico na região, e capturaram vários navios britânicos, quase provocando guerra entre ambos os países. A Conveção de Nootka, realizada em 1790, resolveu parcialmente este problema, dando aos britânicos e aos espanhóis o direito de estabelecer postos comerciais e relações comerciais com os nativos americanos na região. Porém, ambos os países ainda continuariam a reindivicar a região em caráter permanente.
Em 1792, o explorador britânico George Vancouver explorou a região sudoeste da Colúmbia Britânica. Ele foi o primeiro britânico a desembarcar na atual Ilha Vancouver e na região onde Vancouver atualmente localiza-se. Tanto a ilha quanto a cidade são nomeadas em sua homenagem. Outros exploradores europeus exploraram o interior do continente. Em 1808, Simon Fraser, tendo partido de Vancouver, subiu o Rio Fraser, que foi nomeada em homenagem a Simon, também um hábil comerciante.
A Companhia da Baía de Hudson - uma companhia britânica - passou a controlar o comércio de peles da região após 1821, bem como na região que atualmente compõem os Estados americanos de Oregon, Idaho e Washington. Esta região era conhecida como Oregon Country. A expansão populacional e política dos Estados Unidos desde sua independência em 1783 em direção ao oeste passou a fazer com que cada vez mais americanos instalassem-se na Oregon Country, a partir da década de 1840. Estes americanos não reconheciam a autoridade dos britânicos na região. Crescentes atritos entre os americanos e as autoridades britânicas fizeram com que os americanos instalados em Oregon pedissem ao governo americano ajuda política e militar, bem como o estabelecimento de um governo na área.
1830 - 1900
Em 1844, James K. Polk tornou-se presidente dos Estados Unidos. Seu partido político, o Partido Democrático, queria dividir o Oregon Country usando o paralelo 54°40' como fronteira entre os Estados Unidos e o território controlado pelos britânicos. Estes queriam usar o paralelo 49°, das Montanhas Rochosas até o Rio Columbia, onde este, que corre em direção ao sudoeste, seria usado como fronteira. Se a proposta britânica tivesse sido aceita, a parte ocidental do atual estado de Washington teria passado ao controle britânico. O presidente Polk sugeriu um meio-termo. O paralelo 49° seria usado como a fronteira definitiva entre os territórios britânicos e os Estados Unidos, desde os Grandes Lagos até o Oceano Pacífico. A Ilha Vancouver continuaria a ser controlada pelos britânicos - mesmo a parte meridional da ilha estando abaixo do paralelo 49°. A proposta de Polk foi aceita, e assinada pelos americanos e pelos britânicos no Tratado de Oregon de 1846.
Em 1843, Victoria foi fundada pela Companhia da Baía de Hudson. A companhia recebeu a responsabilidade de colonizar a Ilha Vancouver em 1849. Assim sendo, James Douglas, um oficial do alto escalão da companhia, foi escolhdo para ser o primeiro governador da colônia britânica da Ilha Vancouver. Douglas fez de Victoria a capital da colônia, e ali criou uma Assembléia Legislativa, inaugurada em 1856.
Ainda em 1858, ouro foi descoberto no Rio Fraser. Os britânicos criaram mais uma província colonial, a província de Colúmbia Britânica. Esta não incluía ainda a Ilha Vancouver. A capital desta província colonial era New Westminster, e Douglas foi escolhido como governador da nova colônia. Porém, Douglas também continou a ser o governador da colônia de Ilha Vancouver.
O ouro atraíu mais de 30 mil pessoas à região. Para atender estas pessoas, a Colúmbia Britânica passou a construir várias estradas conectando cidades com as minas de ouro. Porém, eventualmente, esta corrida do ouro acabou, em torno de 1865. A Colúmbia Britânica estava completamente endividada pela construção, não tendo previsto o fim precoce desta corrida. Em 1866, os britânicos uniram ambas as colônias, que concordaram na união, para dividir com a arcação das dívidas. Colúmbia Britânica passou a ser o nome definitivo desta única e unida província, com a capital em New Westminster até 1868, quando a capital foi mudada definitivamente para Victoria.
Foto da instalação do último trilho da Canadian Pacific Railway.Porém, a economia da província colonial entrara em uma grande recessão, por causa do fim da corrida do ouro. Muitas pessoas ficaram desempregadas. A dívida do governo da província continuava altíssima. O governo da Colúmbia Britânica passou a considerar uma fusão com os Estados Unidos ou com o Canadá. Em 1871, o governo da Colúmbia Britânica concordou em tornar-se a sexta província do Canadá, com a condição que a última construísse uma ferrovia conectando a isolada província com as províncias do leste canadense. A construção desta ferrovia, a Canadian Pacific Railway, foi inaugurada apenas em 1885, cinco anos após o prazo prometido pelo governo canadense da finalização da ferrovia. Durante este período, o governo da Colúmbia Britânica por várias vezes ameaçou separar-se do Canadá. Com a finalização da ferrovia, Vancouver, o término ocidental, tornou-se o maior pólo econômico do oeste canadense.
1900 - Tempos atuais
Os problemas financeiros da Colúmbia Britânica continuaram ao longo das primeiras décadas do século XX, com o crescente acumulamento da dívida pública da província. Em 1906, todas as províncias canadenses concordaram com uma resolução do governo federal que ajudaria economicamente a Colúmbia Britânica com uma ajuda financeira de um milhão de dólares canadenses. Esta ajuda foi dada ao longo de 10 anuidades de 100 mil dólares cada. Enquanto isto, muitos imigrantes provenientes do Extremo Oriente (primariamente China e Japão) instalaram-se na província. Os problemas econômicos da Colúmbia Britânica foram agravados durante a década de 1930, com a Grande Depressão, onde muitos estabelecimentos comerciais e industriais foram fechados, e muitos ficaram desempregados. Muitos destes culpavam os asiáticos, que estariam "roubando empregos", causando grandes atritos entre brancos e asiáticos. Com a Segunda Guerra Mundial, muitos japoneses (mesmo aqueles que nasceram no Canadá) foram forçados a mudarem-se para campos de detenção localizados no interior da província.<
A Colúmbia Britânica começou a prosperar economicamente após o início da Segunda Guerra Mundial. Várias ferrovias e rodovias foram construídas durante as décadas que sucederiam a guerra. Em 1951, reservas de petróleo e gás natural foram descobertas. As grandes florestas da Colúmbia Britânica passaram a ter grande valor econômico para a província durante a década de 1960, quando o Estados Unidos passou a importar madeira do Canadá. Em 1964, um acordo foi realizado entre o Canadá e os Estados Unidos sobre a construção de quatro represas no Rio Columbia. Três destas seriam construídas em território canadense, todas na Colúmbia Britânica. A primeira delas foi inaugurada em 1967, e a última delas em 1973.
A partir da década de 1970, o comércio internacional com o Japão passou a tornar-se gradualmente cada vez mais importante na economia da província. Até então, a Colúmbia Britânica dependia economicamente primariamente do Ontário, do Quebec e dos Estados Unidos. Estes laços comerciais estenderam-se posteriomente com a China. Atualmente, o porto de Vancouver é o mais movimentado do país, sendo um importante centro de recepção de produtos importados do Extremo Oriente, e de produtos canadenses exportados para a Ásia.
Vancouver sediou em 1986 a Expo 86, uma feira internacional de telecomunicações e transportes, o que ajudou a promover o turismo na cidade e na província. Em 2000, o governo da Colúmbia Britânica ratificou o Tratado de Nisga, onde o governo provincial cedia à tribo nativo americana Nisga mais de 2 mil quilômetros quadrados de terra no norte da província, bem como substancial ajuda financeira.